Nacional

Protesto de alunos da USP fecha portão principal da Cidade Universitária

Estudantes da USP (Universidade de São Paulo) fecham a entrada principal do campus Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. Os alunos protestam por eleições diretas para reitor. A reitoria da universidade está ocupada desde 1° de outubro pelo mesmo motivo, os alunos devem se reunir nesta terça (29) com a administração para negociação.

Desde as 6h, os manifestantes fecham o portão da avenida Afrânio Peixoto, junto à avenida Alvarenga. De acordo com informações da USP, os portões da avenida Corifeu de Azevedo Marques e da avenida Escolas Politécnica continuavam abertos até as 8h30.

Reivindicações

As principais reivindicações do DCE (Diretório Central de Estudantes) giram em torno da estrutura de poder da universidade, como as eleições diretas para reitoria, diretorias de unidades e chefes de departamento, fim da lista tríplice (que permite a intervenção do governador na escolha da reitoria) e abertura de um processo de estatuinte livre, soberana e democrática.

O Comando de Greve pretende colocar na pauta da reitoria também a implementação de cotas raciais, devolução de dois prédios para moradia estudantil e o fim do convênio da USP com a Polícia Militar.

As próximas eleições para a reitoria da universidade estão marcadas para o dia 19 de novembro. 

 

USP despenca no principal ranking universitário da atualidade

A USP perdeu pelo menos 68 casas no ranking universitário THE (Times Higher Education), a principal listagem de universidades da atualidade.

A universidade –única do Brasil que figurava entre as 200 melhores do mundo– passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar.

A posição específica no ranking não é informada pelo THE, que, a partir do 200º lugar, divulga os resultados em grupos de universidades.

A Unicamp também caiu e passou de 251º a 275º lugar (em 2012) para 301º a 350º lugar.

O editor do THE, Phil Baty, classificou o resultado como “negativo para o Brasil”. “Um país com seu tamanho e poder econômico precisa de universidades competitivas internacionalmente”, disse. “É um golpe sério perder a única universidade que estava entre as 200 melhores.”

PARA INGLÊS NÃO VER

Baty destacou ainda a importância da internacionalização nas universidades brasileiras para melhorar os resultados. “É preciso incentivar o uso do inglês na sala de aula. Muitos países que não são de língua inglesa já usam o inglês no meio acadêmico.” Entre eles, estão a Holanda, a Alemanha e a França –países com universidades entre as cem melhores do mundo.

De acordo com Leandro Tessler, físico da Unicamp e especialista em relações internacionais, há uma resistência interna na universidade brasileira ao inglês.

“Temos a tradição de resistir a cursos em inglês na universidade, como se fosse uma questão de soberania.”

Sem ter aulas em inglês, o Brasil perde pontos em boa parte dos indicadores do THE, que avaliam, por exemplo, a quantidade de alunos e de professores estrangeiros.

Além disso, as publicações científicas exclusivamente em português também diminuem a quantidade de citações recebidas por outros cientistas. Esse critério –as citações– valem 30% das notas recebidas por cada universidade.

O Brasil foi o único país que saiu do grupo de países com universidades entre as 200 melhores do mundo. Noruega, Espanha e Turquia entraram para o grupo de elite.

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