Cultura e Lazer

Companhia Antropofágica apresenta Mahagonny, Marragoni na Zona Leste

Foto: Divulgação

O espetáculo Mahagonny, Marragoni está em cartaz no Engenho Teatral com ingressos gratuitos

Um dos maiores coletivos teatrais de São Paulo, a Companhia Antropofágica de Teatro, vem realizando uma viagem no tempo e em sua história através de um grande projeto que revisita todas as suas criações, e convida o público para conhecer mais uma de suas montagens.

O projeto Tram(a)ntropofágica, contemplado na 28ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, prevê mais de 140 dias de apresentações gratuitas, onde o público poderá conhecer o potente e reflexivo trabalho da Antropofágica. A companhia atualmente está em cartaz no Engenho Teatral, que fica na Zona Leste, com o espetáculo Mahagonny, Marragoni – Suíte Antropofágica Nº1 – Mutato Nomine de The Fabula Narrator. A temporada vai até o dia 28 de maio.

Em Mahagonny, Marragoni, espetáculo criado em 2014, o grupo envereda pelo universo fantástico e o teatro de feira. Além de treinamentos e ensaios abastecidos por leituras de contos de terror, horror, ficção científica e literatura fantástica, o grupo se propôs a treinamentos de atuação realista para um teatro não realista.

“Optamos em colocar em cena a peça A Ascensão e a Queda da Cidade de Mahagonny, de Bertolt Brecht. Estudamos o texto de diversas maneiras, de modo que todos do elenco experimentassem praticamente todos os personagens. Como treinamento, ensaiamos o texto em uma versão reduzida de 10 a 20 minutos (como se falássemos outras línguas) e também realizamos ensaios sobre como seria uma cidade da eterna diversão em formato de Feira” explica Thiago Reis Vasconcelos, diretor da Companhia.

 

Foto: Divulgação

Desta forma, o espetáculo é constituído por três atos: o primeiro consiste em uma versão oriental do texto de Bertolt Brecht, o segundo uma grande feira da diversão com barracas de vários tipos, e o terceiro a história da cidade Arapuca.

Mahagonny, Marragoni foi apresentado em duas temporadas no ano de 2014, no Circo IA da UNESP na Barra Funda, e a versão oriental no II Primeiro de Maio, realizado pela Cia. Estável e Cia. Estudo de Cena. E agora poderá ser revisto pelo público.

Sobre o projeto

O projeto Tram(a)ntropofágica iniciou em 2016 com uma temporada de  sua Trilogia sobre o Brasil, onde a Antropofágica apresentou três espetáculos diferentes por fim de semana, chegando a atingir a lotação máxima do Espaço Pyndorama.

Na sequência, com o Programa I: Brazyleirinhas QI, apresentou quatro peças de curta duração por final de semana, todas de autoria exclusivamente brasileira. E encerrou o ano com apresentações do espetáculo “A Tragédia de João e Maria”, na sede da Companhia do Feijão. Já em 2017, abriu novamente as portas de sua sede para apresentar Prometeu Estudo 1.1, terceira montagem da Antropofágica.

Com enorme sucesso de público, a temporada teve quase todas suas sessões com lotação máxima do espaço, o que se repetiu com a temporada realizada no Centro Cultural São Paulo, onde o grupo apresentou Desterrados – Ur Ex Des Machine.

Após a temporada de Desterrados, o grupo voltou à sua sede, o Espaço Pyndorama, para apresentar o Programa Buñuel, constituído por duas peças inspiradas na obra de Luis Buñuel Portolés, que foi um dos maiores fazedores de cinema da Espanha e um dos grandes responsáveis por fazer com o que o surrealismo ganhasse o mundo do cinema.

Buñuel, que realizou vários trabalhos em parceria com Salvador Dalí, é também um dos grandes influenciadores da obra de Pedro Almodóvar. A temporada foi formada pelos espetáculos Vyridiana dos Desafortunados e Os Náufragos da Rua Constança.

Foto: Divulgação

Além das temporadas de espetáculos, o projeto vem promovendo os famosos Diálogos Antropofágicos, debates especiais com personalidades da cena artística abordando temas importantes do fazer teatral. Já estiveram presentes nomes como Marcelo Soler (Cia Teatro Documentário), Luciano Carvalho (Grupo Dolores Boca Aberta Mecatronica de Artes), Manoel Ochôa, o crítico teatral José Cetra, Ney Piacentini (Companhia do Latão), Maria Silvia Betti, Zernesto Pessoa (Companhia do Feijão), Rogério Guarapiran e a dramaturga Ana Souto.

Dona de um extenso processo de criação, estudo, experimentação e um significativo currículo com prêmios e indicações, a Companhia Antropofágica, criada em 2002, é hoje uma grande referência da cena teatral de São Paulo e convida o público para uma viagem no tempo e na história através do projeto Tram(a)ntropofágica, que como o próprio nome diz, propõe uma grande trama para formar uma rede unindo cada experimento realizado desde seu surgimento.

O projeto é um marco para o grupo que apresenta desde espetáculos premiados até aquilo que acreditam que “não deu certo”, como forma de revisitar e investigar de fato, tudo o que foi construído com este trabalho que se destaca através de uma clara opção por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados ao seu ideal.

Composta por mais de trinta integrantes, a Companhia Antropofágica propõe com este projeto, a realização de espetáculos, intervenções, oficinas e experimentos, atuando tanto em sua sede, quanto em outros espaços de São Paulo. Serão dezoito temporadas e mais dezenove atividades, realizadas de Setembro de 2016 a Agosto de 2017, culminando com a estreia de um novo espetáculo.

Se programe para participar desta grande comemoração e para conhecer o repertório e a maneira Antropofágica de fazer teatro. Mais detalhes em: www.facebook.com/CiaAntropofagica ou www.antropofagica.com/

 

Sinopse

Uma investigação das relações entre mundo do trabalho e tempo livre, convidando o público a um passeio por questões de dinheiro, diversão e suas implicações contemporâneas. Utilizando-se do processo composicional da suíte, são apresentadas três variações sobre a obra de Brecht inspiradas respectivamente nos animes japoneses, no teatro de feira e nos musicais.

A partir da ideia de “cidade entretenimento” – Babilônia, Acapulco, Las Vegas – Mahagonny, Marragoni propõe uma crítica das formas do espetáculo utilizando elementos da cultura erudita e popular, com inspiração no teatro de Bertolt Brecht, Tadeusz Kantor e Oswald de Andrade e na estrutura rapsódica do Macunaíma de Mário de Andrade.

  • Gênero: Épico Dialético
  • Datas: 06, 07, 13, 14, 20, 21, 27 e 28/05/17  (Sábados e Domingos)
  • Horário: 19h00
  • Local: Engenho Teatral
  • Endereço: Rua Monte Serrat, 120 – Tatuapé
  • Duração: 120 minutos
  • Ingressos: Gratuito
  • Capacidade: 160 lugares
  • Classificação Indicativa: 18 anos

 

Ficha Técnica

Dramaturgia: Companhia Antropofágica

Direção e Encenação: Thiago Reis Vasconcelos

Direção Musical: Lucas Vasconcelos

Elenco: Adonis Rossato, Alan Siqueira, Alessandra Queiroz, Amanda Freire, Andrews Sanches, Danilo Santos, Deborah Hathner, Fabi Ribeiro, Flávia Ulhôa, Jaques Cardeal, Karina Pêra, Martha Guijarro, Maristela Rodrigues, Mauro Brito, Rafael Frederico, Raphael Gracioli, Renata Adrianna, Renê Costanny, Ruth Melchior e Suelen Moreira.

Músicos: Bruno Miotto, Bruno Mota, Danilo Agostinho e Lucas Vasconcelos

Iluminação: Renata Adrianna e Rafael Frederico

Cenografia: Companhia Antropofágica

Figurino: Alfredo de Sá

Treinamento Atuação Realista como Ferramenta Épica: Renan Rovida

Produção: Maria Tereza Urias

Operador de Luz: Rafael Frederico

Operador de Projeção: Mauro Brito

Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini

Design Gráfico: Jaques Cardeal

Registro Fotográfico: Alan Siqueira, Clayton Lima e Haroldo Stein

Registro Audiovisual: Alan Siqueira, Clayton Lima e Haroldo Stein

Click para comentar

Escreva uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quanto é 15 + 15 ?
Please leave these two fields as-is:
IMPORTANTE! Para prosseguir, você precisa resolver a simples questão matemática acima (assim sabemos que você é um ser humano) :-)

Mais Lidos

Topo